Pequena reflexão sobre o trabalho da psicologia no incêndio da boate em Santa Maria – RS

Pequena reflexão sobre o trabalho da psicologia no incêndio da boate em Santa Maria – RS


11/02/2013

Cristiele Rodrigues: Psicóloga

A data 27 de Janeiro de 2013 ficará marcada como o dia que aconteceu segundo incêndio mais mortal da história do Brasil na Boate Kiss localizada em Santa Maria – RS. A dor sentida ficará marcada também, a dor dos pais que perderam seus filhos, a dor da família, dos amigos, de conhecidos, amigos de amigos e do Brasil, um país que em momentos como este se sensibiliza e promove ajuda como pode.

Logo começaram as movimentações: precisa-se de sangue, cobertores, alimentos, médicos, enfermeiros e… psicólogos! Imaginem a satisfação ao ler isso, sentir que minha profissão está sendo reconhecida e requisitada.

Sim, nestes casos a psicologia tem papel fundamental, para isso é preciso se desprender do modelo clínico clássico e abordar de maneira pontual. Tentar abrandar a dor que sufoca e impede de agir, oferecer suporte emocional, auxiliar para que se levantem, impedir que caiam em um buraco profundo.

Mais do que nunca o psicólogo deve ser acolhedor e humano, aqui não cabe interpretações e porquês e sim “estou aqui do seu lado”.

 

 

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